sábado, 6 de agosto de 2011

Sonho

Van Gogh


Sonho


E se eu disser...
Que existe uma brisa,
que essa brisa, leva a semente,
que levita e cai sobre a terra.
Que a terra acolhe e fecunda,
que de tão fecunda germina
como a escrita de uma poetisa.

E se eu disser...
Que do instante,
ecoam palavras que do silêncios
se tornam ocultas, faz-se o basto.
Somando, permeiam anelanante
e desse anelo se torna vasto
e com sussurros tem-se cantante.

Se eu proferir...
Um sonho,
indagar a beleza quão um cristal puro,
crepuscular o meu horizonte,
acordar com indícios da primeira aurora,
colocar a minha veste mais pomposa
e me fazer de linda diante de sua fronte.

aceitarias?

Como a brisa fez-se levitar a semente,
como a terra que acolhe e fecunda,
sem pestanejar ou acanhar a sua mente
em escrita desenvolve-se essa moça.
Nos conceitos ela rabisca docemente
dos segredos que murmuram... A sua boca.

Dedicada à J.V.P.

3 comentários:

  1. E se eu disser que existe uma brisa afagando minha vida ?...
    Um 'Sonho' de poema Moça !

    Beijos!...

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  2. Boa tarde, Luciana. Um poema muito delicado e forte, uma homenagen de raiz profunda.
    Um beijo, e fique com Deus!

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  3. E se há brisa um vento pode soprar estas nelas palavras deste poema feito sonho e encantamento... leve, leve... carregada de magia.
    Abraços

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