sábado, 17 de julho de 2010

Conto

Klimt, Water Serpents


Um ponto remoto ou partida

manhãs calmas, ruídos dispersos,

ensejos, sintonia já perdida.


Tempo de mudanças nem bem percebeu,

a se ver ali absorto entre tantas coisas já esquecidas,

num estado de fraqueza não absorveu.


A empatia se perdera em algum ponto

mas mal sabia ele perdido tão afável,

transformou-se num conto uma crônica.

2 comentários:

  1. Mal sabem quantas perdas afáveis se eternizam no tempo em forma de palavras...
    Que agradável te ler e ver que tens o dom de fazer isso.

    Pena que a sala de poesia não está abrindo, estou com saudades, mas que bom que posso abafá-la por aqui...
    Beijos, linda!!

    ;*

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  2. Como um gelado (sorvete por aí!) de morangos e amoras silvestres cobertos por uma quente cobertura de chocolate onde um crepe suzete poderia também adornar... Delicioso!
    Bjinhos FM

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