quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Espelho

Refugiados, Lasar Segall



Dantes como nuvens a flutuar
pelos "sítios" além das montanhas
reflexos luminosos e intensos
seguem pelo ar e com o vento.


Janelas envolvidas por túnicas,
esclerais, íris de cor e de tons
magia de Deus, única.


Cristal de brilho abundante,
Véu, cortina, resguardadora.
Retina da vida, pelas câmaras soturnas,
desfragmador de sentimentos.


Orquestral de nuanças.
Maestria nos movimentos.
Seiva das inspirações.
índices do zazonamento.


espelho incandescente
mudo palavra oculta
célere
célula
magnificiente.



Poesia dedicada à J.P. Canteiro de vislumbres.


4 comentários:

  1. Que beleza de tela...

    Beijinho de Luz!

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  2. Adorei o seu poema e o seu blog "impressionista", beijos, Milene.

    http://melodiaemversos.blogspot.com

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  3. Essas janelas viajam para um mundo que só sua alma consegue explicar, minha querida, gostei muito da música e tela também, faz lembrar uma tarde... Estão sentindo sua ausência nas tardes de poesia...
    "Fica sempre um branco, um vazio, falta uma cor
    falta você minha querida amiga..."

    Saudades, que esse cantinho fique cada vez mais iluminado,sempre escudeiro e amigo
    R.

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  4. Sou imortal no seu blog, abraços

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