quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Saudade

Lou Borghetti



Em um porfiar sem destino certo numa aresta qualquer
raios de sol já não passam mais, janelas gastas, rachadura na pintura
todo teor talvez perdido em letra mal traçada num papiro à sombra de um bem-me-quer.


Das paredes apenas memória duma cor vibrante agora já opaca.
Recinto lacrado ainda se ouvem os sons, tempo passado ainda uma espécie de imagem ilusória
corredores silenciosos, vozes que dormem dum tempo, os ecos da época.


Em piso talhado a mármore marcas da mobília que ali continha
o cheiro, aroma, o perfume ainda prendem a lembrança
quão ansiava uma epopéia, talvez uma prosa ou uma simples quimera.


Saudade...Lembrança melancólica e ao mesmo tempo suave de pessoa, coisa distante ou extinta.



3 comentários:

  1. As paredes podem estar desbotadas... mas a memória continua vívida... os raios de sol nem fazem tanta falta...

    Beijinho de Luz!

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  2. Sempre venho ouvir essas músicas que você tão bem soube escolher...sei que você apagará só a minha mensagem, como já o fez dantes...todavia, não me importo...desejo muita sorte a você...sei,percebo e sinto que você não é má pessoa...apenas está equivocada ao agir de modo tão radical e caprichoso...do amigo que a admira...Dênis!

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  3. Olá, só hoje descobri uma pintura de minha autoria ilustrando, ou melhor, sendo fonte de inspiração para um belo poema. E como meu aniversário é Janeiro posso considerar um lindo presente para o mês da postagem. Vou seguir teu blog e te espero lá também vais gostar. E para conheceres um pouco mais desta pintora segue o end. do site. www.borghetti.com.br.
    Grande abraço,e obrigado pela especial "mirada".
    Lou Borghetti

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