quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Olhos edazes

Miró



"Poesia para um Maia/Rubem"


Ao fundo um lusco- fusco, ao centro
vulto sentado, inerte, distante

absorto em seu próprio tempo...

O pensamento dilacerante.


Olhos edazes, vítreo, âmbar
o semblante arraigado...
No íntimo contristado,
tantos devaneios a contemplar...



Veleidade que depura.

Instantes... Momentos
Anseio sua procura
a recordar belos sonetos...

4 comentários:

  1. Beijo, moça... Bela pintura em texto...

    Abraço!

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  2. Profundo exercício do pensamento!...
    Suave (e belo) exercício da poesia!...
    Parabéns!... aliás, cada vez mais merecido!

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  3. Apreensão do mais intrínseco do instante... visão daquilo que não se vê com olhos distraídos demais... o aqui-agora que escorre pelas mãos e se instala apenas como nuances de memória...
    Faz pensar nisso e muito mais: sofisticado poema!

    Grande BEIJO, Monetzinha!

    =***

    Álly.

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  4. Não sei reproduzir escrevendo aquele sorriso misturado suspiro, como a dizer "por isso que vivo dizendo de sua beleza" rs

    Beijo.

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