quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Tempo

Campo verde, Van gogh



...Num meio sem metades...Num vazio está cheio...
Um paradoxo uma incógnita espazinando anseios...

Se no claro há reflexos... Há um recondido em cada canto...
Cada canto uma borda...Cada borda um espanto...
Eu permeio eu transpasso...meu alento e o meu pranto....

Se meu pranto fosse rocha talharia um edifício...
Mil andares mil janelas...Todos eles num suplício...
Novo tempo nova vida... Tantas rocas esquecidas...
Vai o tempo vai medida...vai sem pressa...A despedida...

7 comentários:

  1. Os sentidos aqui, sempre que mais profundos, mais à flor da pele se fazem.

    Com um beijo de carinho,

    Álly. =)

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  2. Ampulheta

    Tempo repartido ao meio...
    Sem metade...

    Tempo escorrendo em grãos...
    Sem piedade...

    Olho a areia descer...
    Que deserto!

    Cada grão
    Um espanto...

    Esperneio
    E me revolto...

    Reviro a borda
    E, no tempo,
    Retorno...

    Tudo outra vez...

    (continua?)


    Aproveitei seus versos...
    O que acha?
    Já posso postar?

    Beijo!

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  3. Hum!!!

    Adorei!! Um balé de tempo...

    Beijo!

    Logo posto o meu...

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  4. Lindo demais seu poema e seu blog, obrigado pela visita e pelo comentário carinhoso, já sigo você aqui, beijos

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  5. "Se meu pranto fosse rocha, talharia um edifício..." ... Adorei esse!...mas vou pegar os outros tbém!

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  6. Um dístico, um terceto, uma quadra ...
    Crescente!... Feito você.

    Beijo.

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  7. as faces opostas da mesma moeda
    a apostasia, a perda, a pedra
    e o retorno ao estado primitivo,
    o pranto singular, definitivo
    o espasmo muscular de cada ser vivo
    nas janelas nos sobrados desses velhos edificios
    o nosso pranto unniversal
    o inconsciente coletivo
    inconsistente
    turned off
    mas basta trocar a pintura
    errastar alguns m+oveis
    e casa estar+a em ordem.

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