quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Aldrava

O semeador, Van Gogh


Quão vão momento desperdicei
atropelando a vida lá fora...
E hoje quão me calei...
E hoje, é ela quem desforra.

Seus atos me vislumbram
seu vislumbrar me assombram
permeando sobre incógnita
manifesta-se suave selenita.

Desanuvia meu semblante em pluma
vem flutua, mais que a densa alma.
E do meu calar renasça uma apotegma
sopre para longe esta fleuma.

Diante do teu silêncio eu me curvo
banhaste minha face em lágrimas
de um verbo que outrora em desuso
fez presente muitos axiomas.

Pressuposto era a dádiva
infindável a esperança.
Tu consumiste a lembrança
e eu assertiva... Lacrei com aldrava.



Um comentário:

  1. Ola, Espero que vc esteja bem. Conversamos no site de literatura da uol. Vc me havia falado da tua paixao por Claude Monet. Hoje passei a tarde no museu d'Orsay, em Paris, onde esta a maior coleçao dos impressionistas. A cada quadro pensei em você e comentei com um amigo sobre isso. Espero nos encontrarmos no site da uol um desses dias. Abraço do outono francês.

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