domingo, 7 de novembro de 2010

Fantasmas, castelos e areia.

Reflexos, Véra Oliveira



No instante empoeirado reviro as ninharias do tempo.
Fantasmas que não trazem medo, castelos e areia cabelo de vento.

A morte não é um bicho de sete cabeças, a morte é o intervalo de tempo
entre o cá e o lá, ela não é nem escura e nem vasta.
É simples, quieta, moderada.

A morte é uma grande amiga, é como a lua que espia cheia de certezas...
Exata dá tempo, compasso, momento e sonata.

Se me fiz pó e o tempo se enganou, transformação da matéria, etéreo.
Se sou corpo e o momento o ocupou, nele veste a essência a complacência,
interinidade que a vida me ensinou...


poesia em conjunto: Monet /Poeta e amigo HM.

3 comentários:

  1. A morte é apenas o sono da vida!

    Ou a vida é o sono ?

    Idéias despertas pela contemplação do poema.

    Muito bonito e indagador.

    Parabéns!

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  2. Adorei o tema, a abordagem, uma escrita simples e pura e profunda, muito belo...

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