domingo, 18 de abril de 2010

Que noite comprida !


Alta noite, tudo inerte nas mãos...
Que noite comprida !
Noite escura e fria...
Muitas letras pouco sons.
Que noite comprida...
A cadeira na varanda já esquecida,
vento gelado esparso,
numa aresta o gosto amargo...
Que noite comprida !
Ao redor amplidão de sombras mesclas
Vácuo,
vazio pregando peças...

Que noite comprida ...
Brilho se opacando,
noite se abrindo
Aura se esvaindo.

5 comentários:

  1. Guernica! rs
    Muito belo seu poema...
    Imagino que uma noite longa é todo o tempo em que um lugar está destruido por alguma guerra...
    Um lugar dentro de nós, um lugar fora.

    A cadeira na varanda já esquecida,
    vento gelado esparso,
    numa aresta o gosto amargo..

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  2. O vento gelado ajuda a espalhar a noite ao nosso redor.

    =)

    Belo!

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